Depoimento: Henrique Santos

henriqueO depoimento de hoje é do Henrique Santos, que, depois de ver duas primeiras colocações em concursos escorregando por suas mãos, finalmente está realizando o sonho da convocação! Agora, está prestes a assumir o cargo de Jornalista na Câmara de São José, em Santa Catarina.

O Henrique parece que já estava prevendo esta aprovação e, conforme prometido, veio nos contar um pouco da sua história de concurseiro que teve até em prova para bombeiro e administrador! Mas o Jornalismo falou mais alto (é o vício, não tem jeito) e ele acabou voltando para a área.

Ele vai nos contar um pouco também sobre suas técnicas de estudos que envolveu a produção de um material próprio. É muito legal a gente não apenas buscar materiais de outras pessoas, mas construir o nosso próprio. Isso ajuda muito nos estudos com foco nos seus potenciais e nas suas dificuldades.

Henrique, parabéns pela sua aprovação e convocação! Espero que seja muito feliz nesse novo trabalho! E mais uma vez obrigada por partilhar sua história de vida conosco!

“No começo de março, após ler o depoimento da Talita Villalba no site, escrevi no Facebook do ‘Jornalistas Concurseiros’ que meu objetivo também era contar sobre a aprovação num concurso público. Naquela época, já tinha realizado a prova da Câmara de São José/SC e sabia que tinha ido bem (não confiro o gabarito). Em 28 de março, saiu a confirmação do resultado e a minha aprovação para a única vaga de jornalista. Foi o terceiro concurso seguido que fiquei em primeiro. Num, perdi a vaga no desempate pela idade e noutro, após a prova prática.

Concluí Jornalismo em 2008 e em seguida comecei Administração Empresarial. Achava que os concursos eram ‘armados’ e nem adiantava fazer. Os amigos foram passando e resolvi tentar a partir de 2013 me matriculando num cursinho de disciplinas gerais (fiz provas para administrador, bombeiro e até para jornalista). Sem foco e concluindo a faculdade, não deu certo.

Larguei essa vida por um ano e meio, mas resolvi voltar. Novamente me matriculei no mesmo cursinho de disciplinas gerais. No entanto, peguei o edital do concurso que estava por vir (Câmara de Palhoça/SC) e montei uma apostila com os temas de jornalismo pedidos pela banca. Pesquisei tudo no Google e realmente fiz um bom material. Como disse acima, fiquei em primeiro, mas perdi pela idade.

Em seguida, veio a prova do IFSC. Segui a mesma linha de estudo. Primeiro lugar de novo, mas na prova prática caí para terceiro. Era uma vaga apenas.

Mal deu tempo para a tristeza, pois no início de 2016 surgiu o edital da Câmara de São José, cidade vizinha de Florianópolis, onde moro. Estava de férias em janeiro, embora com dois freelas por fazer. O método de estudo foi semelhante: segui com as apostilas de jornalismo (a criada por mim e outra baixada no Facebook), fiz resumo da legislação específica e aulas online de português e informática. O cursinho das disciplinas havia terminado, mas era possível ainda ver aulas em vídeo.

Estudei bastante nas férias de janeiro e durante fevereiro, inclusive no carnaval (só fiz provas da banca, pois ninguém é de ferro). Perdi algumas horas de sono, as férias e alguns quilos, mas ganhei a tão sonhada vaga e olheiras que ainda permanecem no meu rosto. Acho que valeu a pena.

Método de estudo

Depois da aprovação, é legal falar sobre a trajetória de cada um. Em minha opinião, no entanto, o mais importante deste espaço são as dicas de estudo. Aqui, peguei dicas muito valiosas como a prática de exercícios e o conhecimento da banca examinadora.

Além das minhas apostilas (que lia, rabiscava, anotava), adotei a prática de fazer exercícios todos os dias. No trabalho, enquanto tomava um cafezinho, fazia exercícios de português e informática no site do PCI. Coisa rápida e muitas vezes bem fácil, mas servia para exercitar a mente e relembrar conceitos. Também peguei provas anteriores da banca (cinco ou seis) e as fiz, refiz, etc. No dia anterior da prova, cheguei da casa da namorada de madrugada e refiz as duas provas mais recentes da banca. Ali, vi algumas manhas das questões e as adotei na prova. Provavelmente, esta estratégia tenha sido fundamental para minha aprovação.

Apesar dos exercícios serem importantes, não os fazia desde o início dos meus estudos. Deixava para mais perto da hora da prova (um mês antes) quando eu já estava mais afiado. Assim, tinha confiança no meu potencial, fixava o conteúdo e aprendia com os erros. A mesma coisa aplicada às provas. Não adiantava fazer bem antes, esquecer o conteúdo ou simplesmente acumular erros e perder a confiança.

Outra coisa que julgo fundamental: estudar informática ou matérias “menos importantes”. Curiosamente, desde 2013 sempre fui bem na parte de informática nos concursos. Nos três que fiz entre 2015 e 2016, gabaritei dois (no primeiro errei uma questão). Neste de São José, gabaritei, sendo que a segunda colocada errou todas as questões (fiquei um décimo à frente dela na classificação geral). Além disso, entre 30 primeiros colocados, só eu e o 30º gabaritamos o quesito.

Estudava informática nas apostilas, fazia exercícios, mas o principal era estudar na frente do computador. A combinação da teoria com a prática me ajudou a memorizar as teclas de atalho, caminhos, nomes, pastas e toda aquela parafernália exigida na área.

Estudava três, quatro horas por dia (às vezes mais, às vezes menos), e na última semana aumentei o ritmo, mas sempre fazendo pequenos intervalos ou relembrando conceitos enquanto lia jornais, via telejornais ou mesmo fazendo mapas mentais na academia, correndo, etc. Essa “fuga” das apostilas e cadernos funcionou tanto ou melhor do que apenas ler. Aliava a teoria à prática, facilitando a assimilação.

Por fim, saliento que minha trajetória até a aprovação não foi tão sofrida como a de muitos colegas. Segui trabalhando, namorando, indo à academia, concluí a pós-graduação, etc. A única coisa que abri mão foi do futebol com os amigos às quintas-feiras (já voltei). Ainda assim, é uma rotina cansativa, estressante e a cada prova a pressão aumenta. O caminho é complicado, mas vale a pena!”

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