Depoimento: Valéria Feitoza

valeria_feitozaSabe aquelas pessoas que a gente só conhece pelo Facebook, mas sente um carinho tão grande como se ela fosse uma velha conhecida? Pronto! É assim que eu vejo a leitora Valéria Feitoza!

Primeiro de tudo, ela é a queridíssima que conseguiu para gente uma cópia da prova do Senado! Teve o maior trabalhão de organizar o arquivo, que era uma prova impressa e toda rabiscada, e transformou em ouro em pó, disponibilizando para nós, pobres mortais concurseiros!

Foi nesse momento que acabei conhecendo um pouco da história de Valéria. Ela já era servidora pública de um órgão federal de renome, mas estava infeliz! Como assim passar em um concurso público pode não ser a oitava maravilha do mundo? Infelizmente, há histórias como a dela… Longe de casa e com problemas de adaptação, ela continuava na luta dos estudos porque salário bom não é a única coisa que pode importar num emprego! Fiquei muito tocada com tudo isso e rezando para que toda a dedicação dela fosse convertida em logo em uma outra aprovação! Queria abraçá-la e dizer: não desista, isso é só uma fase, em breve você vai conseguir!

E enfim, assim meio sem esperar, ela acaba de ser convocada para o Tribunal de Contas do Distrito Federal, onde vai atuar na área de Comunicação! Não precisa dizer que dei pulinhos de alegria e na hora pedi para ela escrever um depoimento aqui para o blog, né?

Valéria, fiquei com aquele nó na garganta de ler toda a sua história de dores e sucessos, mas sinto muito orgulho e alívio no peito por você estar tendo oportunidade de ter todo o seu esforço reconhecido, por estar de volta pra casa! “Lar é onde o nosso coração está”! Você é um exemplo! Parabéns mais uma vez, que seja muito feliz no seu novo emprego! E que venha o Senado!

Acompanhem a trajetória da Valéria e venham se emocionar também!

“Quem me vê nessa foto, feliz, realizada, assinando a minha posse no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), nem imagina o que passei até alcançar essa conquista… Quem quiser saber, senta, que lá vem textão!

O início – Dezenove de fevereiro de 2011. Esse foi o dia em que, oficialmente, começou a minha trajetória de estudos para concursos. Depois de quase 2 anos trabalhando feito louca em um ministério, como terceirizada, pedi demissão pra me dedicar àquilo que eu considerava ser a saída para todos os males da minha vida: a crise profissional, a crise do mercado de jornalismo, a instabilidade do mercado, a sensação de sempre estar sendo explorada, ainda que com um bom salário (mas sem direito trabalhista nenhum e sob uma pressão insana diariamente).

Na verdade, desde 2008 eu já vinha fazendo umas provas, aqui e ali, mas sem estudar direito (às vezes sem estudar nada! Hahaha). Enfim, dedicaria meu tempo, meu esforço e meus recursos para um projeto pessoal, e não para bater metas que só serviam pra encher os bolsos de outras pessoas e pra me adoecer de estresse. Entrei no mundo dos concursos não por vocação ou vontade verdadeira, mas pra fugir daquilo que eu considerava ruim na minha vida profissional. Se identificou aí? Então vai vendo.

Só que esse dia também marcou meu primeiro erro estratégico. Eu, como muitos, lia aqueles depoimentos fake de “estudei apenas 2 meses e passei em primeiro lugar!” e achei (ô dó!) que era só sentar a bunda na cadeira, estudar 12h por dia e pronto: a aprovação viria rápida, mágica, certeira, maravilhosa, abrindo as portas para uma vida paradisíaca, em que meu único problema seria esperar o pagamento no fim do mês, sem medo de demissão, de chefe carrasco, de nada. De novo: ô, dó!

Acontece que não era só Direito, Informática, Raciocínio Lógico e outras matérias que eu tinha de aprender. Eu não sabia que os concursos para comunicação eram raríssimos. Eu não sabia que carreira seguir. Não sabia que órgão/instituição era melhor pra se trabalhar. Eu não sabia que ficar sentada lendo por 8h seguidas dava uma dor na coluna absurda, um cansaço enorme, uma ansiedade monstra, e que nada disso ajudava a reter melhor o conteúdo – ainda mais porque desde o vestibular eu não fazia maratonas de estudo, e isso já fazia quase 20 anos.

Eu também não sabia que estudar pra concurso é diferente de estudar pra qualquer outra coisa. Não fazia ideia do que era curva de aprendizagem, mapa mental. Não sabia que precisava dominar o pensamento da banca, mais do que dominar o conteúdo. Não sabia lidar com a minha ansiedade, com os momentos em que eu me sentia burra e incapaz. Principalmente: não sabia que, pra passar em concurso, não existe mágica. Só existe dedicação, disciplina, repetição, treino, técnicas de estudo e estratégia de médio a longo prazo. E muita, muita resiliência. Eu só sabia que queria passar e que tinha largado um “bom” emprego pra correr atrás disso. Nota dez em iniciativa e zero em planejamento estratégico.

Escolhendo a carreira – Assim foi que meus primeiros 2 meses de preparação foram totalmente jogados no lixo, porque eu estudava sem método e sem direcionamento. Nem sequer conseguia atingir a meta de 8h de estudo por dia. A essa altura, outro problema já me incomodava: a presidente Dilma tinha anunciado, logo depois da minha demissão, que suspenderia todos os concursos do Executivo. Era o primeiro ano de mandato dela e precisava ajustar as contas do governo (se identificou de novo, né?). “Então tá, vou estudar para tribunais e pro Senado (que tinha previsão de concurso para dali a poucos meses)”, pensei. Foi assim que decidi meu rumo. Aí os tribunais superiores também anunciaram adiamento dos editais e o Senado seguiu a mesma decisão. “Silasquei”.

Tive de voltar para o mercado de trabalho, porque minha grana não ia durar até essa galera toda liberar os concursos de novo. Fui pra outro ministério, também como terceirizada, mas com jornada de 5h diárias. Aí, sim, minha preparação finalmente começou de fato.

Mantive a decisão de estudar para tribunais e para o Senado. Entrei num cursinho/pós graduação no melhor lugar de Brasília. Trabalhava das 14h às 19h, tinha aula das 19h15 às 22h45 todos os dias e revisava o conteúdo na manhã seguinte, numa biblioteca perto do trabalho. Estudava nos fins de semana e feriados, sem nenhum sofrimento. Tomei gosto por aprender.

O primeiro baque (OU “Aprendendo o que é resiliência”) – No final de 2011 ou início de 2012 (não lembro bem), o Senado divulga o tão esperado edital, com 9 vagas para o cargo que eu queria (jornalista – impresso) e sem cadastro de reserva. Só iriam corrigir as redações dos 9 primeiros, considerados os empates. A prova seria em março de 2012. Eu tinha uns quase 3 meses pra estudar. Já tinha uma boa base das disciplinas gerais, já tinha alcançado uma pontuação legal no concurso do Procon/DF. Só precisava arrochar nos conhecimentos específicos. E assim eu fiz. Há quase um ano eu não sabia o que era ter vida social, final de semana ou feriado livre. Amigos e família já estavam acostumados. Namorido, também concurseiro, era parceiríssimo nessa preparação. Então não foi difícil.

No dia da prova, duas questões me fizeram passar uma raiva louca. Uma pegadinha desonesta de inglês e uma questão de atualidades sobre novelas. Errei as duas (na verdade errei outras também, mas só fiquei com raiva dessas duas). Esbravejei, mandei recurso, nada. Sai o resultado das provas objetivas: fiquei em 18º lugar, 3,75 pontos abaixo do 9º colocado, que seria o último a ter a redação corrigida. Aquelas duas questões (que valiam 2 pontos cada) me tiraram a chance de ganhar R$ 18 mil por mês iniciais e trabalhar no Senado.

Os amigos e conhecidos me parabenizavam pela aprovação nas provas objetivas e eu tinha de explicar que minha redação nem sequer seria corrigida com aquela pontuação. E cada vez que eu fazia isso, chorava um rio por dentro. Eu estava exausta, desiludida, com raiva do mundo e de mim. Cadê encontrar energia pra voltar a estudar? Cadê disciplina, autoestima? Demorei uns 4 meses pra retomar o mesmo ritmo. Mas retomei, do zero. Peguei a prova, fiz uma análise racional dos erros, de onde eu precisava melhorar, montei um plano de estudos e voltei a fazer cursinho, mas só pra disciplinas específicas. Fiz outros tantos concursos e ia medindo meu avanço na pontuação. No início de 2013, passei no TRT/DF (em “rabagésimo” lugar, mas passei).

Quando o trabalho atrapalha (OU “Demissão de novo”) – Dali para agosto de 2013, eu estava estudando feito louca para o concurso do MPU, reta final de preparação, a prova seria no final de setembro. Era vaga pra Comunicação, era uma instituição que todo mundo considera muito boa. Um salário muito bom pro mercado atual. Nessa época, por causa de uma mudança de contrato da empresa com o ministério, minha jornada tinha sido ampliada pra 7h diárias, mas com carteira assinada. Eu tinha uma combinação com a minha chefe imediata de trabalhar das 12h às 19h direto, de forma que conseguia estudar legal de manhã e à noite.

Só que aí mudou a chefia. E aí que o chefe novo “não gostou” de ter uma pessoa entrando no trabalho ao meio-dia. E mandou eu trabalhar das 10h às 19h, com 2h de almoço. Quebrou geral minha rotina de estudos, a um mês da prova. Pensei: “não posso deixar isso me abalar”. Mas claro que abalou. Eu quis manter o mesmo ritmo frenético de estudos e aconteceu o inevitável: adoeci. Tive uma crise de tendinite sem precedentes. Fui ao ortopedista: “minha filha, você vai ter que tirar atestado e fazer 10 sessões de fisioterapia em 2 semanas, senão nem vai conseguir fazer a prova, porque sua mão vai doer muito.”

Tirei o atestado, chefe adorou (sqn). Fiz a fisioterapia, segui todas as ordens médicas, mas aproveitei a licença para… estudar. Eu não podia digitar nem escrever, então lia muito, o dia todo. Respondia questões mentalmente. Fiz a prova, passei em 22º lugar para o DF e em 27º no cadastro nacional. Tinha chance de ter ido muito melhor, mas toda aquela situação na reta final da preparação me atrapalhou um monte. Então me planejei, juntei uma grana e pedi demissão, de novo, em maio de 2014. Abri mão de um salário alto, com carteira assinada. Mas dessa vez foi planejado. Dessa vez eu tinha base, meta, direcionamento e a certeza do que estava fazendo.

Aplicando novos métodos de estudo (finalmente!) – Nessa segunda fase de dedicação exclusiva aos estudos, procurei saber mais sobre técnicas de estudo pra ter um aproveitamento melhor e passar dentro das vagas do edital. Não tinha grana pra fazer coaching, então fui atrás de vídeos no youtube sobre as técnicas mais eficientes de leitura e memorização, li muitos artigos sobre programação neurolinguística, sobre estudar ouvindo “ruído branco” pra aumentar a concentração (sim, funcionou pra mim). 

Descobri uma amiga do tempo do segundo grau que tinha feito coaching, marcamos um café e ela me passou dicas valiosíssimas sobre planejamento de estudos: como organizar as sessões de revisão, como distribuir melhor as horas de estudo, como decidir que disciplinas precisam de mais ou menos dedicação etc (Obrigada, Ju!). Nesse tempo também descobri o blog Jornalistas Concurseiros e o grupo homônimo do Facebook. Troquei experiências, impressões, dicas de estudo e materiais que também renovaram meu ânimo.

Seis meses de estudos com essas novas técnicas deram um excelente resultado: de 22º lugar no MPU, subi para 13º no CNMP. E, entre esses dois concursos, passei também para Técnico de Administração Pública no TCDF, em 25º lugar, enfrentando uma concorrência de 1270 candidatos por vaga (!!!). Esse do TCDF eu meio que fiz só pra treinar, mas estudei a sério porque o edital, a banca e a remuneração eram equivalentes aos concursos pra analista de tribunais superiores, apesar de ser um cargo de nível médio.

Primeira nomeação (OU “O que ninguém te conta sobre ser servidor público”) – Dia 27 de março de 2015, recebi um e-mail da comissão de concurso do MPU, convocando para manifestar interesse em duas vagas, uma em Curitiba e outra em Macapá. Na euforia, pensei “ah, eu topo ir pra qualquer lugar, o que importa é ser nomeada. Anda mais no MPU!”. Dia 8 de abril saiu minha nomeação no Diário Oficial da União, para Macapá (AP). Acordei com a notícia. Mas, estranhamente, não comemorei. O que me deu foi um medo absurdo. Como assim, morar no Amapá? Caiu a ficha e eu percebi que ia ser complicado ir pra tão longe.

Enquanto decidia se ia ou não assumir a vaga (não tomar posse significaria esquecer o concurso, sem chance de voltar pra fila de aprovados), fui fazendo os exames médicos, lendo sobre a cidade e conversando com a servidora de lá que eu iria substituir. Cheguei em Macapá dia 5 de maio de 2015, tomei posse dia 6. Fui muito bem recebida, descobri que a cidade é linda e as pessoas do Norte são maravilhosas, fiz amigos pra toda a vida lá. Mas também descobri aquilo que ninguém conta pra gente sobre ser servidor público e passei pela situação mais difícil de toda a minha vida pessoal e profissional.

Namorido ficou em Brasília (ele é concursado aqui), e a passagem pra vir pra casa nos finais de semana era caríssima, em média R$ 1 mil. Fiquei morando em hotel pra não gastar com mobília e ter grana pra ver a família de 2 a 3x por mês. Minha chefe virou uma espécie de irmã pra mim. Só que eu descobri que aquele MPU para o qual eu fiz concurso, aquele que eu via como um lugar maravilhoso pra trabalhar, não é tão bom assim. Na verdade, nenhum órgão ou instituição é o paraíso e passar em concurso não livra ninguém de passar por problemas e aborrecimentos relacionados ao trabalho.

No caso do MPU, nos últimos anos, a gestão da administração superior passou a ser cada vez mais voltada para a atividade finalística, leia-se, a atuação dos procuradores. Para eles, o céu é o limite. Para os servidores: perdas salariais acumuladas e sacrifícios. Quando eu entrei, a carreira dos servidores já amargava 10 anos sem reposição de perdas salariais. Havia acabado de rolar uma grande greve, sem resultados concretos, e rolou uma segunda greve, de menor proporção, durante os meses em que estive em Macapá. Pessoas insatisfeitas, decepcionadas, mas ainda com esperanças de ver aprovado um projeto de lei de reorganização da carreira, que está no Congresso. (PS.: Esse mesmo PL foi o que me convenceu a ir pra Macapá, pois ele também diminuía de 3 anos para 1 ano o tempo mínimo pra poder pedir remoção e voltar pra casa). 

Vocês não sabem o que é ter acabado de ser nomeada e ouvir muitas coisas ruins sobre o órgão. Não era só o salário que estava desvalorizado (e pra mim isso nem pesava tanto, eu achava a remuneração boa). O dia-a-dia dessa política de ‘tudo para os procuradores e nada para servidores’ criou um abismo entre as duas carreiras, em vários aspectos. O período também não era favorável para a Comunicação Institucional, que perdeu muita força. Pra completar, a administração superior do MPU mandou um substitutivo do PL para o Congresso, à revelia dos servidores, retirando a maior parte dos ganhos salariais. Até hoje esse PL não foi aprovado, diga-se de passagem.

Claro que, acima de qualquer problema, estar empregada em meio a essa crise econômica já era, por si só, uma grande vantagem. Mas o fato é que eu nunca comemorei verdadeiramente minha nomeação no MPU nem a ida pra Macapá. Além dessa realidade organizacional, estar longe da família me deixou extremamente vulnerável, o que me fazia enxergar só a parte ruim da experiência. A dificuldade de adaptação me levou a pedir afastamento médico em novembro, seis meses depois da posse. Fui pra casa e estava decidida a não voltar pra Macapá. Queria pedir exoneração, esquecer que o MPU existia e recomeçar (de novo!) do zero nos estudos. 

À medida que o meu tratamento avançou, aos poucos aceitei a ideia de voltar para o Amapá e encarar a experiência no MPU com outros olhos e outro astral, olhando mais para as vantagens e menos para os problemas. Voltei para Macapá dia 11 de janeiro, ganhei duas estagiárias pra me ajudar e estava bem mais confiante.

Surpreendentemente, menos de dois meses depois, recebo a ligação do TCDF dizendo que seria nomeada em breve e perguntando se tinha interesse em assumir o cargo. Minha nomeação saiu dia 15 de março de 2016. Tomei posse 6 dias depois e fui encaminhada direto para a Comunicação, com a sorte de ter como chefe uma amiga querida. Comemorei muito, abri champanhe, chorei de alegria!

Pela primeira vez nesses 5 anos e um mês, desde que entrei no mundo dos concursos, estou verdadeiramente feliz com o resultado que conquistei. O sorriso da foto não exprime 1% da minha felicidade. Se eu pretendo parar de estudar? Não! E meu objetivo continua sendo o Senado. Para o alto e avante! “

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6 opiniões sobre “Depoimento: Valéria Feitoza”

  1. Poxa, Mari, que bom que vc teve a sensibilidade de dividir esta estória! Super me identifiquei em vários pontos, até na dor na coluna com 10 sessões de fisioterapia, hahaha. Obrigada por compartilhar! E parabéns à Valéria (tb salvei a prova do Senado, viu! Mas como sou do Sul, não sei se iria pra Brasília, pelo mesmo motivo que ela: distância da família). Adorei!!

  2. Valéria, o que dizer hein?! Baita orgulho de ti e da persistência…só a aprender. Mariana, depoimentos assim são como um bálsamo em dias menos confortáveis. Vida longa às duas, ao blog!

  3. Mais que parabéns, Valéria!!! Fiquei muito emocionada e me identifiquei muito com o começo de tudo. Infelizmente ainda engatinho na missão, sempre me esquivando e fazendo provas e me arrependendo de sequer ter estudado um pouco. Mas depois de hoje, cansei. E sua história foi fundamental! Muito obrigada por compartilhar conosco esta baita experiência!! Muito obrigada também, Mari! Bjs enormes e emocionados!

  4. Valéria, obrigada por nos dar ânimo novo e nos impulsionar a continuar. Nesse meio dos concursos o caminho é bem parecido, a diferença são as dificuldades que cada um enfrenta, mas todos temos de superá-las e eu tenho fé que vamos vencer.
    Deus te abençoe, um beijo.

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