Prova da Câmara RJ: como foi?

redacaoEnfim chegou o dia da segunda fase do concurso da Câmara do Rio de Janeiro! Vou falar um pouco aqui como foi a prova de Jornalismo, mas o espaço está aberto para o pessoal de Redação/ Revisão e de Audiovisual comentar também.

Mas antes, uma pausa para eu agradecer ao professor Felipe Barreto por todas as dicas que ele nos passou na oficina de release. Apesar de não ter caído tão perto de como tínhamos imaginado (achávamos que o foco seria algum projeto de lei ou lei aprovada), várias informações passadas por ele durante as aulas (inclusive um release que fizemos sobre o resultado de uma audiência pública), serviram demais para dar mais confiança ao texto. E claro, são conhecimentos que ficam para as próximas provas! Obrigada de coração, Felipe!

Voltando ao concurso… A prova de Jornalismo pedia para que fosse feito um release convocando a imprensa para uma audiência pública. Pedia também que indicássemos o público-alvo e o material a ser anexado. Havia algumas informações para ajudar na construção do texto. Parece fácil, né? O que achei:

– Não precisava ter estudado as legislações para fazer a prova. Lei Orgânica, Plano Diretor, Regimento Interno… Mesmo quem não estudou nada disso, conseguia fazer o release tranquilamente. Poderiam ter explorado mais, já que o processo legislativo foi tão cobrado na primeira fase e estavam todos previstos na bibliografia da segunda fase.

– O tempo de duas horas foi muito no limite, muita gente entregando no último minuto! Custava nada ter 3 horas de prova para fazermos com mais tranquilidade…

– A quantidade de linhas e o tamanho delas no rascunho eram maiores que no cartão-resposta. Corria o risco de você escrever tranquilamente no rascunho e quando ir passar a limpo, praticamente não caber nas 30 linhas! A minha redação vai precisar ser lida com uma lupa, com certeza! kkkkkkk

– E aquele espaço minúsculo para colocar o público-alvo e o material anexo? Mas depois uma amiga sintetizou tudo o que acho que a banca queria: “imprensa” e “press kit” (respectivamente). Não acredito que eles vão desconsiderar se você colocou “rádios/TVs/ sites/jornais” (em letras minúsculas, claro), mas muita gente acabou colocando só um dele ou só alguns, até porque não dava para escrever muito. E o pior, muita gente escreveu para além da linha! Segundo o edital, “4.6.4 será desconsiderado, para efeito de avaliação, qualquer fragmento de texto que for escrito fora do local apropriado ou ultrapassar a extensão máxima de linhas estabelecida”.

Acho que é isso! A prova no geral estava fácil e vai nivelar a nota por cima. Os detalhes é que farão o diferencial!

Seguem abaixo as próximas datas do cronograma:

Publicação do Resultado: 24/11
Período de Recurso: 01/12 (não entendi como entra com recurso antes de ver sua prova…)
Pedido de Vista da Prova: 02 e 03/12
Vista da Prova: 04/12
Pedido de Recurso: 07 e 08/12
Publicação do resultado dos Recursos: 18/12

E vocês, o que acharam? E o pessoal dos outros cargos, como foi a prova de vocês? Contem aqui!

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13 comentários em “Prova da Câmara RJ: como foi?”

  1. Concordo com sua análise, Mariana! Vale também comentar das pegadinhas! Havia alguns tópicos, entre os que poderiam entrar pro release, que a banca colocou para testar os “critérios” do assessor, como dizia o enunciado. Eu aposto na questão da descriminalização das drogas e na rixa entre os partidos que, no meu ponto de vista, não deveriam constar do release da audiência. Boa sorte a todos!!!

    1. A prova atestou habilidades e conhecimentos necessários para um assessor de imprensa. Na minha opinião, a duração de duas horas foi adequada, pois no dia a dia da profissão, o tempo é mais do que suficiente para a redação de um release. É uma pena, apenas, a prova discursiva não ter sido no mesmo dia da prova objetiva. Vacilo da banca exigir nova ida ao Rio, para duas horas de prova.

  2. Mariana, este período de 01.12 proposto para o recurso tem o intuito de inscrever o candidato interessado na Coordenadoria de Concursos da SMA para ter acesso à prova. Este procedimento é semelhante ao da primeira fase.

    1. Mas isso não ocorre nessa fase “Pedido de Vista da Prova: 02 e 03/12”? Faz mais sentido primeiro ter acesso à prova e depois entrar com recurso… Só sei que vou pedir a minha!

  3. Bem, em relação à prova, concordo com alguns colegas em alguns pontos:

    TEMPO

    – 02 horas é suficiente para a redação de um release, na verdade, dá e sobra. Na vida real, temos menos tempo do que isso.Também acho que a prova poderia ter sido feita junto com a prova objetiva.

    TEMA

    – tema relativamente fácil. Era preciso hierarquizar as informações e não incluir as informações que não devem ser divulgadas,como transmissão ao vivo via TV legislativa (ninguém vai dar isso), o desentendimento dos vereadores (é real na CMRJ) e o tema da ADIN, pois a legislação penal é sempre federal, ou seja, está fora do âmbito do que a CMRJ pode legislar/opinar. Anexo também nem pensar. Qualquer anexo o release vira spam na caixa dos jornalistas. Na seleção dos veículos não incluiria TV aberta, pois não havia apelo de imagens. Incluiria blogueiros do terceiro setor.

    – Achei sem pegada divulgar as autoridades presentes sem divulgar a novidade do que abordariam. Quem quer ouvir a autoridade X ou Y? Ninguém. Mas se a assessoria anuncia que ela divulgará dados de um estudo inédito sobre o uso de drogas na cidade do Rio durante a audiência pública, o apelo seria outro.

    CORREÇÃO

    – São dois corretores. Vamos contar os dias, horas e minutos.

  4. Olá! Eu fiz a prova de redação e revisão e concordo com vc: não precisávamos ter lido nada de legislação. Ouso dizer que muitos livros indicados também poderiam ser ignorados. Na prova de redação pedia que fizéssemos um discurso para um vereador que defendia que a cidade do Rio abrigasse 200 famílias sírias refugiadas. Deram vários dados e cabia a nós escolher o que entrava ou não e articular isso com argumentos. Apesar do discurso ser um texto argumentativo tive dificuldade, pois nunca escrevi um discurso (e também pensei que poderiam pedir para redigirmos uma lei, uma ata, mas não um discurso)e ele tem suas particularidades. Enfim, agora é esperar o dia 24.

  5. Já eu não concordo com a colega acima.

    Hoje, redações estão enxutas. Muitos evento, sobretudo esportivos, são acompanhados pela TVs e rádios. As reportagens são feitas com base na transmissão. Ter um canal paralelo para facilitar a logística, ajuda. Divulgar isdo é um serviço para a imprensa.

    Falar sobre as autoridades presentes demonstra a amplitude que o vereador quis dar à Audiência. Várias esferas da sociedade se unindo para tratar de um assunto grave e que precisa da conscientização de todos as partes: sociedade civil, militar, ONGs, etc. Além dessa citação ser importante para a exploração do formato do evento, que seria uma ampla discussão entre esse pessoal e depois um bate-papo com a população.

    Sobre o anexo também fiquei em dúvida: colocar ou não? Aí me lembrei do meu cotidiano como editor de textos de telejornal e associei às dicas dadas pelo Jorge Duarte e preenchi o campo. O autor pede a proximidade entre assessoria e jornalista, em determinados casos. Um telefonema dizendo que há um release assim e assado, com dados importantes que podem ancorar uma reportagem poderia ser útil para crescer o assunto e atiçar os gatekeepers. A partir de números locais, estaduais e nacionais, o jornalista poderia buscar personagens, fazer artes televisivas e justificar a ida até a Audiência.

    Por fim, a única informação irrelevante era a das polêmicas e brigas. Isso denota confusão, bagunça e falta de decoro. O que é incompatível num bom enquadramento da fonte.

    Claro, são opiniões. Posso estar totalmente errsdo.

    1. Concordo com o Flávio em tudo. Pensei igual e também deixei apenas a briga de fora, porque o professor Felipe Barreto ensinou que polêmica que não acrescenta em nada deve sempre ficar fora do texto.
      Entendi o “anexo” muito mais como “complemento” e não como “anexo de e-mail”. Não necessariamente vindo como um arquivo anexado, mas como um complemento junto ao próprio release. Pra mim, os dados complementares eram super importantes, pois, muito provavelmente, eles seriam usados em uma matéria pelo repórter.
      No meu caso, acabei colocando a informação do STF, mas realmente não sei se era ou não pra entrar. Algumas pessoas botaram e outras não. Agora é esperar mesmo as notas para saber 🙂

      1. Meu pensamento foi mais próximo do de vocês também, Flávio e Carla! Vamos aguardar até o dia 24!

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