Depoimento: Luiz Eduardo

bcSe receber depoimentos de aprovados em concursos já é algo que me anima muito, imagina receber o primeiro depoimento de um leitor que é formado é Rádio e TV? Para tudo, gente! É felicidade que não cabe no peito.

O Luiz Eduardo é formado em Rádio e TV e chegou a fazer vários concursos, inclusive fora da área de Comunicação. Mas a vontade de trabalhar com o que ama falou mais alto, e depois de bons resultados, conseguiu uma aprovação como técnico audiovisual, um cargo de nível médio. No entanto, ele visava o cargo de Diretor de Programa (nível superior) e continuou estudando até ser aprovado recentemente neste cargo, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

Ele conta um pouco de como foi essa saga e dá algumas dicas de como fez para estudar, mesmo sem dinheiro pra investir em materiais.

Ah, e ele não parou por aí. Enquanto aguarda a nomeação, está se preparando para o concurso da Marinha e do Senado.

Mais uma vez parabéns pelo resultado e por acreditar nos seus sonhos! Continue na luta!

“Olá! Me chamo Luiz Eduardo da Silva e Silva, sou bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Rádio e TV e sou pós-graduado em Artes Visuais.

Bom, minha preparação para concurso foi tão difícil quanto a de qualquer concurseiro… Com um adendo, estava desempregado, sem grana para grandes investimentos, porém nem um pouco satisfeito com o mercado de trabalho, onde quase não se tinha oferta de emprego para a minha área (Comunicação Social).

O fato de não poder pagar um cursinho não foi um fator de dificuldade para mim uma vez que não acho uma boa forma de aprendizagem, pois me tira a concentração muita gente em uma sala de aula, fora que me irrita profundamente aquelas pessoas que fazem muitas perguntas, às vezes sem sentido, que mais tem caráter de bate papo do que de conteúdo para concurso, uma vez que, a menos que você seja jurista, dificilmente cairão questões com uma exigência tão grande e complexa, com tantos detalhes.

Concurso, em minha área, desde que faço, e já fiz alguns, geralmente pede letra da lei e conhecimento do dia a dia, ou seja, quanto mais você estiver praticando, mais vai conseguir entender o que a prova estará pedindo de você, e isso vale para Português (na parte de interpretação textual), na parte de informática e na parte específica e/ou prática.

A minha forma de estudar sempre foi pegando o edital, pesquisando tópico por tópico com o auxílio do Google, o máximo de livros, artigos, apostilas e provas sobre aquele assunto, em PDF e pronto. Sempre começava lendo o máximo que podia, porém, falando em lei, como a 8112, por exemplo, sempre evitei ler as leis comentadas, etc, eu ia para a lei seca, afinal, a menos que esteja fazendo concurso para a área policial ou jurista, a lei virá simples na prova, como você saber diferenciar o que é remoção, redistribuição, recondução, aproveitamento e etc, ou nomeação, posse, o tempo para cada coisa e o que é cada uma dessas etapas.

Somente depois que eu lia o máximo de material sobre os tópicos é que eu começava a realizar provas anteriores da mesma empresa do concurso, ou de outras, para o mesmo cargo. Outra prática comum era a de fazer os simulados da PCI Concursos ou qualquer outro site que tenha essa possibilidade gratuitamente. Eu só fazia esses simulados e provas após ter estudado extensamente, pois você errar muito pode lhe dar a impressão de você estar fraco demais no assunto e diminuir sua autoestima e confiança, porém, acertar muito, sem estudar o assunto e sem ter total certeza do que está respondendo, não trará segurança e confiança, então eu só ia para essa parte de responder questões após ter uma bagagem. Sempre que eu errava uma questão eu as anotava para voltar a estudar, e é aqui que eu acho que é o “pulo do gato”, você prestar atenção aos seus erros e não aos acertos. Se eu acertava 80% de uma prova, eu nem olhava o que eu acertei, não ligava, pois já sabia aquele assunto e ficar reforçando ele é perda de tempo e só serve para amaciar o ego… Justamente os 20% de erros que realmente importam para estudar forte… Concurso público não é questão de passar só quem acerta mais… Algumas vezes, muitas vezes, é quem erra menos (CESPE que o diga, maldita CESPE rsrs)… As notas ficam muito próximas e você às vezes fica fora por uma mísera questão que errou.

Eu também queria, como muitos, entrar para o serviço público federal de qualquer jeito, não importava em qual cargo… A menos que você seja um prodígio, tenha uma memória extremamente boa, isso não vai dar certo… Cada cargo no serviço público traz exigências bem diversas, e quanto mais coisa para estudar e dominar, mais difícil fica, uma vez que, repetindo, pode ganhar a vaga quem errar menos… O ideal é você focar em uma área e fazer o concurso para aquilo, no máximo fazendo para cargos correlatos… Por exemplo, tratando-se da carreira dos Servidores Públicos Federais Técnico-administrativos em Educação, e você é Administrador, lógico que cabe fazer concurso para Administrador (Classe E**) e assistente administrativo também (classe D*), mas você é da área de Tecnologia da Informação e quer, ao mesmo tempo, fazer para assistente administrativo (classe D*), lógico que vai ter mais dificuldade e vai ficar para trás… O assunto pedido é muito divergente! Então o ideal seria fazer para Analista De TI (classe E**) e para Técnico de Tecnologia da Informação (classe D*1).

Eu não tinha esse pensamento em meu início e me joguei para tudo quanto foi concurso… De assistente administrativo na prefeitura, a técnico de informática na Embasa… Perdi em todos, logicamente, pois quem quer tudo, não quer nada. Decidi me focar em minha área, afinal, seria onde eu teria mais prazer trabalhando e também onde tinha mais conhecimento nos assuntos. Em 2011 houve concurso para técnico em audiovisual (classe D*) e eu sempre quis ser, na realidade, Diretor de Programa (classe E**), mas vi uma oportunidade perfeita de entrar no serviço público federal, e fazendo algo mais próximo do que eu gosto. Esse concurso era para somente 1 vaga e acho importante falar isso pois muita gente desiste de fazer quando só tem uma. Eu passei em 5º, mas graças a Deus fui chamado devido à criação de novas vagas! Não desistam! Não se sabotem! Persistam, mesmo que pareça impossível!

Porém ainda não era meu objetivo, então, dessa vez, com um pouco mais de dinheiro sobrando, comecei a procurar concurso para Diretor de Programa (classe E*). A princípio não aparecia para Diretor de Programa, mas para Diretor de Produção, e como eram correlatos em algumas atribuições, comecei a fazer. Viajei para Curitiba e Recife para fazer, pois não rolava aqui na Bahia, e em ambos consegui fazer 80% da prova, porém não fiquei bem colocado (8º e 12º), pois a concorrência era alta e bem preparada, porém não desisti e continuei focado, estudando, mesmo sem nenhum concurso aberto, e finalmente agora em 2015 surgiu aqui na Bahia a vaga exata que eu queria, de Diretor de Programa, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), onde finalmente consegui a aprovação, ficando em 2º (com diferença de apenas 1,5 ponto para o primeiro colocado) e agora estou esperando a nomeação, que deve sair nos próximos meses pois apesar de o concurso ter sido para apenas 1 vaga houve exoneração anterior neste cargo na Universidade, e eu o ocuparei.

A preparação para a prova de Diretor de Programa (que exige apenas Comunicação Social em qualquer habilitação) tem um grande diferencial, você tem que se preparar para ir muito bem na parte específica, que é onde tem a maior quantidade de questões e tem peso maior, além de se preparar para uma prova prática! Se você não tiver um conhecimento amplo nas principais etapas de produção audiovisual (pré-produção, produção e pós-produção), você não conseguirá se sair bem. Para terem uma idéia, na prova prática cobrou que eu escolhesse, arrumasse e configurasse todos os equipamentos (câmeras, luzes e microfones) utilizados em uma entrevista a ser realizada no meio de um evento com bastante ruído (festa), e a segunda questão era o workflow de edição (ordenamento e descrição das principais etapas da edição desse material gravado na etapa anterior). Apesar de ter sido bem puxado para quem não está na área, atuando, achei muito justo afinal o cargo de Diretor exige que o profissional tenha um conhecimento amplo de todo o processo, pois ele quem supervisiona e coordena tudo. O acúmulo de estudos para os concursos passados além da minha prática diária como técnico em audiovisual ajudaram bastante nessa aprovação e só me fez pensar na máxima: “nada acontece por acaso”.

Minha vida de concurseiro ainda não terminou, pois gostaria muito de passar no concurso do Senado ou ser Oficial das Forças Armadas (Comunicação Social)…

Legenda:

* Classe D – Cargos de Nível Médio/Técnico do corpo técnico-administrativo do serviço público federal em educação

** Classe E – Cargos de Nível Superior do corpo técnico-administrativo do serviço público federal em educação”

6 opiniões sobre “Depoimento: Luiz Eduardo”

  1. Obrigado, gente!!! Minha nomeação saiu hoje no DOU! Tô muito feliz!!!!! Abraços!!!

    E que venha SENADO! kkkkkkkkkkkkkkk

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