Depoimento: Gabriela Meneses

GabrielaA Gabriela Meneses é uma leitora querida que me ajudou até a atualizar o blog na época do concurso da Alepe em que muitos de vocês mandaram material para eu não deixar o blog sem postagens! Sempre me mandando informações de novas vagas, resultados de concursos…

Não precisa nem dizer dos pulinhos de alegria que dei quando ela me disse que tinha passado em primeiro lugar no concurso da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). E olha que ela trabalhava, fazia cursinho… Viu que quando a gente tem vontade tudo dá certo?

A Gabi resolveu dividir com a gente sua experiência e nos contar algumas dicas de como conseguiu a tão sonhada aprovação!

Parabéns, Gabriela! E que venha logo sua nomeação! Boa sorte na sua nova vida!

“Faz muito tempo que prometi escrever este depoimento. E, agora, de férias, aguardando nomeação, resolvi fazer isso.

Bom, a minha história como concurseira começou em abril de 2013, quando larguei a redação de um jornal impresso após quatro anos de trabalho. Sou formada em Comunicação Social – Jornalismo desde 2009. E até então não queria fazer concursos. Mas a rotina da redação, com condições de trabalho bem complicadas (apesar de ser uma vivência apaixonante!), e a vontade de voltar a estudar me fizeram repensar e optar por essa possibilidade.

Logo que sai meu marido me incentivou a fazer um cursinho de Direito Constitucional, Administrativo, Português e Informática. Como tinha contas para pagar e casa para cuidar, não tive como deixar de trabalhar. Ao mesmo tempo, iniciei em uma assessoria de comunicação, onde ainda estou atualmente, aguardando a nomeação para a UFMA.

Apesar de ser um trabalho puxado em alguns momentos, eu tinha pelo menos os fins de semana livres e parte da manhã e da noite para estudar.

Na época, cogitei tentar concursos de nível médio, mas, com o tempo, achei que seria bem mais complicado sair da minha área de conhecimento. Como não tinha tanta motivação (nem disciplina, ainda. hehehehe) e os concursos não apareciam, eu só frequentava o cursinho e trabalhava. Estudar em casa sempre ficava para depois. Foi quando apareceu o concurso da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Fiz a inscrição, mas, como o cursinho tomava meu tempo, não conseguia estudar.

Entre julho e agosto, as aulas foram finalizando. Corri para estudar o que podia, já que a prova seria no começo de setembro. As aulas no cursinho me ajudaram bastante na hora de ler o material (Constituições, Leis etc). Por isso, aqui vai uma dica. Não deixem de fazer cursinhos (presenciais, on line) de Direito, mesmo que estejam estudando só para concursos de Comunicação. As bancas estão cada vez mais exigentes, cobrando conteúdos diferenciados. Quem fez Alepe ou MPU, por exemplo, sabe bem disso.

Então, segui para a prova da AL-RN. Não fiquei classificada entre os 20 que teriam a redação corrigida, então não consegui saber até hoje qual foi minha classificação. Na prova geral, não fui tão ruim. Mas fui muito mal na específica. Cheguei a pensar: “Nossa, não vou passar nunca com essa pontuação nas questões de Comunicação”. Mas também não fiquei tão triste, porque sabia que não tinha estudando tanto. Depois disso, a batalha começou de verdade.

Comecei a estudar com bem mais foco os conteúdos específicos. Passei a ler as dicas desse blog (que ajudaram bastante, principalmente em relação aos materiais de estudo), imprimi diversas provas no PCI concursos, estudei por apostilas do Ponto dos Concursos (achei o método de ensino bacana, com aulas em PDF, já que prefiro ler a assistir a vídeos), tirei os livros, resumos e xerox da época da faculdade do armário, compartilhei materiais e recebi ajudas (existem muitos concurseiros solidários!) e passei a me inscrever em todos os concursos de Comunicação que apareciam pelo Nordeste (sou de Fortaleza-CE e não queria ir para tão longe).

Em outubro do ano passado, fiz MPU, UFC e INSS. No MPU, consegui o 3º lugar para Maceió. Fiquei muito feliz pelo ótimo resultado tão cedo. Já a UFC me desanimou bastante, porque fui muito mal e reprovei. Nunca foquei no INSS (antes e depois da anulação), mas, apesar de não ficar entre os aprovados, não tive um classificação tão ruim.

Em dezembro fiz o IFPB. Fiquei em 6º lugar e também estou no cadastro de reserva. Aí chegou 2014 e aquela vontade de passar aumentou. Eu ficava feliz pelos bons resultados, mas triste por achar que não ia passar daquilo e que nunca seria o primeiro lugar (quem faz concurso pra Comunicação sabe que a maioria só tem uma vaga. É uma tristeza, infelizmente!). Nesse período, chorei, disse que não ia mais estudar, me cansei bastante (já que estava conciliando com o trabalho)… Mas tive muito apoio de familiares e amigos.

Em fevereiro de 2014, fiz o concurso da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). E foi lá que consegui a minha aprovação em primeiro lugar. Nossa, a felicidade foi tremenda. Apesar de ter que ir para outra cidade, é muito gratificante ver os frutos de tanto esforço. Quando a homologação no Diário Oficial saiu, em maio deste ano, salvei a página, fiquei olhando várias vezes, sem acreditar. Imagina quando sair a nomeação (hehehe)! Depois disso, ainda fiz a Alepe, porque já estava estudando, mas não deu (fiquei em 12º lugar e eram sete vagas). E também fiz Unilab (reprovei bonito, zerando a prova de Raciocínio Lógico) e Ebserh-Ceará (fiquei em 4º e eram duas vagas).

Essa foi a minha trajetória até a aprovação. Não é nada fácil, mas também não é impossível. É preciso ter muita disciplina, principalmente para conciliar os estudos com o trabalho, e foco (cada prova que aparecia eu me prendia a estudar pelo edital e a banca. Isso ajudava a não perder tempo com coisas desnecessárias). É necessário chorar as derrotas (mas não muito, porque logo depois tem mais uma prova hehehe) e aprender com os erros cometidos. É importante também fazer muitas provas, nem que seja em lugares diferentes. E um dia a hora de cada um vai chegar! Sucesso a todos os concurseiros!”

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3 opiniões sobre “Depoimento: Gabriela Meneses”

  1. Sou de Fortaleza.Eu queria confirmar com a Gabriela se ela trabalhou no jornal O povo. Além disso, gostaria de saber se ela já se informou como fará em relação à remoção. Parabens. Fiz o da Unilab e IFCE e fui mal. Só tenho uma aprovação como excedente na Universidade Federal de Sergipe. Sou o próximo a ser nomeado. E aí Gabriela, vale a pena ir? To trabalhando no Banco do Brasil. Mas a vontade de atuar como jornalista é grande.

    1. Olá Anderson. Tudo bem? Trabalhei no jornal O POVO, sim 🙂 Peguei poucas informações sobre remoção, mas sei que é possível. Só que é necessário uma série de requisitos. Ter uma vaga disponível, as duas universidades optarem por fazer esse processo etc. Vou pensando que um dia posso voltar, mas sem criar tanta expectativa para não me frustrar muito. hehehe. Também fiz Unilab e fui mal. O IFCE não tive como, porque mudou a data e eu estava viajando. Ainda não assumi na UFMA. Meu processo de nomeação começou, mas não fui nomeada. Só fui mesmo conhecer São Luís, olhar apartamento etc. É uma cidade bem menor que Fortaleza, com menos estrutura em alguns aspectos, mas dá pra viver tranquilamente. Olha, se vale a pena? Acho que sim. Muita gente acha que eu sou louca por ir com meu esposo, mas nenhum dos dois tem algo certo em Fortaleza, no momento. Estamos em busca da nossa carreira profissional que, infelizmente, o setor privado na área de jornalismo não proporciona nem algo parecido. O que é muito difícil para quem quer continuar estudando, se reciclando, pensando em crescer profissionalmente. É ruim ficar longe da família, dos amigos e o salário inicial da universidade não é tão alto para o sustento em algumas cidades (apesar disso, o Plano de Cargos e Carreiras é muito bom. Não sei se você já viu). Não sei qual a sua realidade, seu fôlego para prosseguir com os estudos, para continuar trabalhando no banco, qual a realidade de Aracaju… Tudo vai depender de como você avaliar tudo isso. Se tiver mais dúvidas, pode mandar um e-mail que aquilo que eu souber eu respondo (gabrielasmeneses@gmail.com). Tomara que dê tudo certo para você também!

  2. Essa Gabriela Meneses chegou a ser nomeada na UFMA mas não passou nem 1 ano lá! Pra quem não sabe não passou nem 6 meses na UFMA e foi colocada pra fora depois de uma avaliação sobre seu péssimo desempenho profissional e ético com o RH da universidade federal do Maranhão.Lamentável. Pessoal conhecimento é importante mas caráter,profissionalismo e comprometimento são FUNDAMENTAIS. prezem a ética antes de qualquer coisa pra não seguir o exemplo da colega e ver o sonho do serviço público desmoronar

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