Seis vagas para jornalista na Aeronáutica

Para quem pretende entrar na carreira militar, a Aeronáutica está com inscrições abertas para o Estágio de Adaptação de Oficiais Temporários da Aeronáutica (EAOT) que está oferecendo seis vagas para jornalistas.

O EAOT é ministrado durante 13 semanas, no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte/MG. Ao concluir o estágio, o aprovado pode ser nomeado segundo-tenente da reserva, e vai servir à Aeronáutica por dois anos, como oficial temporário. Em seguida, será designado para servir na localidade para a qual foi selecionado.

Veja as informações e preste atenção a todas as etapas:

CARGO: Jornalismo

VAGAS: seis, sendo 2 para o Rio de Janeiro/RJ, 2 para São José dos Campos/SP, 1 para Pirassununga/SP e 1 para Manaus/AM

INSCRIÇÕES: até 15 de Setembro no site do CIAAR

VALOR: R$ 120,00

ETAPAS DA SELEÇÃO:

a) PROVA OBJETIVA E REDAÇÃO: prova objetiva de Língua Portuguesa e Conhecimentos Específicos (com peso 3), além da redação. As provas serão realizadas no dia 20 de novembro.

b) INSPEÇÃO DE SAÚDE: exames clínicos, de imagem e laboratoriais

c) EXAME DE APTIDÃO PSICOLÓGICA: avaliará condições comportamentais e características de interesse por meio de testes científicos e técnicas de entrevistas

d) TESTE DE AVALIAÇÃO DO CONDICIONAMENTO FÍSICO: serão executados os seguintes exercícios: flexão e extensão dos membros superiores com apoio de frente sobre o solo (o chamado “marinheiro”), flexão de tronco sobre as coxas (abdominal) e corrida de 12 minutos.

e) MATRÍCULA NO ESTÁGIO: após aprovação em todas as etapas e estando com a documentação toda certa, o candidato está apto a se matricular no EAOT.

PARA ESTUDAR:
1) GRAMÁTICA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO
Interpretação de texto: Informações literais e inferências possíveis. Ponto de vista do autor. Significação contextual de palavras e expressões. Relações entre idéias e recursos de coesão. Fonética e fonologia: Fonemas, encontros consonantais e vocálicos; dígrafos. Divisão silábica. Acentuação gráfica. Ortografia. Morfologia: Estrutura das palavras. Radicais gregos e latinos, prefixos de origem grega latina, sufixos. Formação de palavras. Classes de palavras – classificação, flexão e emprego: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. Vozes verbais. Sintaxe: Análise sintática da oração. Análise sintática do período. Pontuação. Regência. Concordância. Estudo da crase. Colocação pronominal. Semântica e estilística: Sinonímia e polissemia. Denotação e conotação. Figuras de estilo.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BECHARA, Evanildo. Gramática escolar da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.
CEGALLA, Domingos Pascoal. Novíssima gramática da Língua Portuguesa. 46.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.
CIPRO NETO, Pasquale; ULISSES, Infante. Gramática da Língua Portuguesa. 2.ed. São Paulo: Scipione, 2004.
FARACO, Carlos Emílio; MOURA, Francisco Marto. Gramática. 20.ed. São Paulo: Ática, 2006.
PASQUALE, Cipro Neto; Infante, Ulisses. Gramática da Língua Portuguesa. (conforme o Acordo Ortográfico) São Paulo: Scipione, 2008.
SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Para entender o texto: leitura e redação. 17. ed. São Paulo: Ática, 2008.
GARCIA, Othon Moacyr. Comunicação em prosa moderna. 27. ed. Rio de Janeiro: FGV, 2010.

2) CONHECIMENTOS ESPECIALIZADOS
Conceitos de Jornalismo e Notícia. Técnicas de Reportagem e Entrevista; Técnicas de Redação Jornalística; Gêneros Jornalísticos; Jornalismo e Editoração. A Mídia Brasileira; Técnicas e Características do Telejornalismo e Radiojornalismo; Jornalismo On Line; Fontes jornalísticas e relacionamento entre jornalistas e fontes; Teorias de Jornalismo (Agenda setting; newsmaking, gatekeeper e critérios de noticiabilidade). Assessoria de imprensa: conceitos, planejamento, release, clipping. Comunicação Organizacional. Ética jornalística. Jornalismo e as Novas tecnologias de Informação. Teorias de Comunicação. Legislação na área de Comunicação. Comunicação para períodos de crise.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
BARBOSA, Gustavo & RABAÇA, Carlos A. Dicionário de Comunicação. Rio de Janeiro: Campus, 2001.
BUCCI, Eugenio. Sobre imprensa e ética. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
BUENO, Wilson C. Comunicação empresarial no Brasil: uma leitura critica. São Paulo: Mojoara Editorial, 2007.
CHARADEAU, Patrick. Discurso das mídias. São Paulo: Contexto, 2007.
DUARTE, Jorge. Comunicação Pública: Estado, Mercado, Sociedade e Interesse Público. São Paulo: Atlas, 2007.
______. Assessoria de Imprensa e Relacionamento com a Mídia: Teoria e Técnica. São Paulo: Atlas, 2003.
FENAJ. Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros. Disponível em
http://www.fenaj.org.br/federacao/cometica/codigo_de_etica_dos_jornalistas_brasileiros.pdf
FENAJ. Manual de Assessoria de Comunicação – Imprensa. Brasília: Fenaj, 2007. Disponível no endereço eletrônico: http://www.fenaj.org.br/mobicom/manual_de_assessoria_de_imprensa.pdf
FERRARETO, Elisa K. & Luiz Artur. Assessoria de Imprensa: Teoria e Prática. São Paulo: Summus, 2009.
FERRARI, Pollyana. Jornalismo digital. São Paulo: Contexto, 2003.
LAGE, Nilson. A reportagem: teoria e técnica de entrevista e pesquisa jornalística. Rio de Janeiro: Record, 2001.
LOPES, Boanerges. Comunicação empresarial: transformações e tendências. Rio de Janeiro. Mauad X, 2010.
MAFEI, Maristela. Assessoria de imprensa: como se relacionar com a mídia. São Paulo: Contexto, 2004.
PATERNOSTRO, Vera Íris. O texto na TV: manual de telejornalismo. Rio de Janeiro: Campus, 2006.
PENA, Felipe. Teoria do Jornalismo. São Paulo: Contexto, 2005.
PINHO, J. B. Jornalismo na internet: planejamento e produção da informação on-line. São Paulo: Summus, 2003.
ROSA, Mário. A síndrome de Aquiles. São Paulo: Editora Gente, 2001.
______. A era do escândalo. 2 ed. Geração Editorial, 2007.
TORQUATO, Galdêncio. Tratado de Comunicação Organizacional e Política. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2004.
TRAQUINA, Nelson. Teorias do jornalismo: porque as notícias são como são. Florianópolis: Insular Pósjor UFSC, 2004.
______. Teorias do jornalismo: a tribo jornalística. Florianópolis: Insular Pósjor UFSC, 2009.
WOLF, Mauro. Teorias da Comunicação. Lisboa: Editora Presença, 2009.

LEIA O EDITAL COMPLETO

23 opiniões sobre “Seis vagas para jornalista na Aeronáutica”

  1. Ano passado fiz – e fui aprovado como excedente – no EAOT. Cumpri todas as etapas citadas acima. Dou a dica: só façam o concurso se tiverem aptidão à carreira militar. Quando você entra lá dentro, o discurso é:
    – Em primeiro lugar, você é militar;
    – Em segundo lugar, você é militar;
    – Em terceiro lugar, você é militar;
    – Em quarto, você é jornalista.
    Eles querem dizer com isso que, antes de tudo, seu compromisso é com as forças armadas, e não com o jornalismo. Mas, se tiverem aptidão, façam. A carreir militar, para os que gostam, é linda. Para os que não gostam, nem percam tempo.

    1. Legal você falar isso, Geraldo! Na verdade, tem muita gente que faz concurso público, mas não se adapta às particularidades do funcionalismo e acaba se tornando um profissional frustado. No caso da carreira militar, isso ainda é mais acentuado.

      Você concluiu o estágio? Está hoje na Areonáutica?

    2. Bom frisar que lá vc pode ser “dispensado” depois de 2 anos. Ou seja, quem procura a estabilidade, não há garantia.

      1. Pelo que andei sondando, Marieta, se a pessoa realmente demonstra interesse em permanecer nas Forças Armadas e se adapta a esse universo, o candidato pode solicitar permanência no posto anualmente, podendo permanecer lá por até mais 8 anos. Acho que depende mais do seu desempenho e da sua vontade mesmo. No entanto, vale lembrar que esse não é um emprego para a vida toda!

  2. Mariana, ano passado eram apenas 3 vagas e eu fiquei em 12º. Fui habilitado às etapas seguintes, como excedente, mas, ao final, não consegui entrar.
    A experiência de participar de todas as etapas foi excelente, pois vi que concursos militares devem ser encarados como um tipo de concurso à parte, diferente dos civis, esses que estamos acostumados a prestar.
    Depois que as 3 etapas se encerram (objetivas/redação, exames de saúde e teste físico) o candidato é convidado para a matrícula e passa por um verdadeiro treinamento militar. Aqui, nessa etapa, que é chamada de quinzentena, é adaptação a ambiente de guerra. Apesar de não ter participado dessa etapa, sei disso tudo porque fiz amizade com muita gente nesse processo que é o EAOT e eles me contaram detalhes.
    É um estágio temporário. Você entra com a patente de 2º Tenente de Comunicação e pode subir só para a de 1º Tenente. Acima disso não dá. E só pode ficar lá dentro 8 anos. Você pode ser o melhor militar do mundo. Após 8 anos seu ciclo se fecha na FAB.

  3. Bacana mesmo o comentário do Geraldo.
    Eu pensei que o salário fosse beeeeeem menor… Tem que ter afinidade msmo para ficar numa boa.

  4. Boa noite pessoal. Eu me inscrevi, mas estou com uma duvida. Eles divulgaram q “ao concluir o estágio, o aprovado pode ser nomeado segundo-tenente da reserva, e vai servir à Aeronáutica por dois anos. ”

    PODE? quem passa pelo estagio de 3 meses e é aprovado não assume com certeza?
    Esse estagio já é remunerado?

    E outra coisa: depois de oito anos você não pode correr atras e engajar?Eu acredito que pode sim….

    Espero que possam me ajudar!

    1. Pelo que entendi, Luiza, esse estágio já é remunerado sim e a pessoa pode não assumir caso não se adapte a esse estágio que é uma espécie de “treinamento de guerra”. Depois dos 8 anos, pelo que entedi, você não pode continuar na Aeronáutica, não nesse cargo, mas nesse meio tempo aparecem outras seleções que você pode fazer. Pelo menos foi o que me disseram…

      1. Muitooo obrigada Mariana. Eu entrei em contato com a FAB e eles me explicaram q não existe possibilidade nenhuma de ficar na FAB depois desse periodo…
        O q é uma pena, pois eu gostaria muito de serguir carreira militar pra sempre…

        Concurso doido, né?
        além de ter q fazer prova escrita, exame médico, psicologico, e uma prova dificil de resistencia fisica, ainda tem q ficar 3 meses num treinamento de guerra, aprendendo a atirar, sobreviver em selva etc … tudo pra uma vaga temporária! Espero q não tenha muitos malucos como eu para concorrer pela vaga!

      2. Eu vou fazer esse convurso, Luiza! Leia o comentário de Geraldo aqui nesse mesmo post, ele fala que acima de jornalista, você tem que ser um militar! Boa sorte!

  5. Eu deixaria o jornalismo de lado pra sempre pra seguir carreira militar sem pensar duas vezes .. isso ta no sangue… De preferencia como paraquedista! Mas enfim… Boa sorte para nós!

    1. Bem, nesse caso você não precisa deixar de lado o jornalismo, pode casar as duas vontades… Agora se tem vontade de seguir carreira militar em outra área, procura se informar das outras seleções, pode ser que alguma te interesse. Boa sorte!

  6. Mariana… ficou sabendo da novidade?Já foi aprovado, agora segue para tramites finais, a criação do Quadro de Oficiais de Apoio no Corpo de Oficiais da Ativa do Comando da Aeronáutica… Isso significa que vão abrir concursos para Militares de Carreira para essas vagas que, até então, são somente para oficiaisl temporários… Então vamos nos preparar que parece vem mais vagas militares pra gente ai, e agora elas podem durar “para sempre”! Mais infos no site da aeronáutica (e aqui http://tribunadonorte.com.br/noticia/ccj-aprova-quadro-de-oficiais-de-apoio/200724)

  7. Gente, eu tenho uma dúvida mto importante, consta no edital o seguinte: O Segundo Tenente da Reserva será convocado a servir à Aeronáutica,obrigatoriamente, por um período de dois anos,como OficialTemporário.

    Vcs sabem me dizer se vc é realmente obrigado a ficar? Vc pode sair no primeiro ano se nao tiver gostando?????

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